Sérgio Cechin
Um gesto profissional de união que fortalece a cultura e a cidade.
Vivemos em Santa Maria um daqueles momentos que merecem ser registrados não apenas como notícia, mas como memória coletiva. Falo como vereador, como presidente da Câmara Municipal, como conselheiro do Esporte Clube Internacional de Santa Maria e, sobretudo, como alguém que acredita profundamente na força da cultura como instrumento de transformação social.
Nos últimos meses, acompanhamos de perto as dificuldades enfrentadas pela Escola de Samba Vila Brasil, uma das mais tradicionais e representativas expressões do nosso Carnaval. Com sua nova sede em fase de futura construção, a escola corria o risco de interromper seus trabalhos sociais, comunitários e carnavalescos por falta de um espaço físico adequado atualmente. E quando a cultura corre risco, toda a cidade perde.
Foi a partir dessa compreensão que, junto com colegas vereadores, integrantes da Frente Parlamentar para a Retomada do Carnaval de Rua, e com o apoio de entusiastas da arte carnavalesca de Santa Maria, começamos a construir uma alternativa concreta. Mais do que discursos, era preciso ação. Mais do que boa vontade, era necessário diálogo institucional.
A ponte entre a Câmara e o Inter-SM
Nesse processo, tive a responsabilidade e a honra de fazer a ponte entre a Câmara de Vereadores e o Esporte Clube Internacional de Santa Maria, instituição da qual sou conselheiro. Levei essa demanda ao presidente do clube, Pedro Dellapasqua, com quem mantive um diálogo franco, respeitoso e profundamente comprometido com a cidade.
Falamos sobre o papel social do Inter-SM, sobre a história da Vila Brasil e sobre a importância de garantir que uma escola de samba não tenha suas atividades interrompidas, especialmente quando elas envolvem inclusão social, formação de jovens, oficinas culturais e fortalecimento da identidade comunitária.
A proposta foi clara desde o início: o empréstimo temporário do antigo departamento de bocha do clube,um espaço que hoje não estava sendo utilizado, para que a Vila Brasil pudesse seguir com seus trabalhos até a conclusão de sua nova sede.
Defesa na Assembleia Geral e decisão coletiva
Como conselheiro do Esporte Clube Internacional de Santa Maria, apresentei e defendi essa proposta na Assembleia Geral do clube. Fiz questão de contextualizar que não se tratava apenas de ceder um espaço físico, mas de realizar um gesto de grandeza institucional, de compromisso com Santa Maria e de respeito à sua cultura popular.
A sensibilidade do presidente Pedro Dellapasqua e a maturidade dos conselheiros foram determinantes. A Assembleia Geral acolheu a ideia, aprovou o empréstimo do departamento de bocha e demonstrou que o Inter-SM compreende seu papel para além do esporte, como uma instituição que caminha junto com a cidade.
Um marco para o Carnaval e para Santa Maria
Com essa decisão, a Escola de Samba Vila Brasil poderá manter seus trabalhos sociais e carnavalescos ativos, garantindo continuidade a um projeto que forma cidadãos, gera pertencimento e mantém viva a tradição do Carnaval em Santa Maria.
Para mim, esse episódio simboliza exatamente o tipo de política em que acredito: aquela que constrói pontes, que une o poder público, o esporte e a cultura, e que entrega soluções reais para a comunidade. A Frente Parlamentar para a Retomada do Carnaval de Rua cumpre, assim, seu papel com responsabilidade, sensibilidade e resultado.
O Esporte Clube Internacional de Santa Maria reafirma sua grandeza institucional. A Vila Brasil segue firme em sua trajetória. E Santa Maria dá mais um passo importante na valorização da sua cultura.
Mais do que um empréstimo de espaço, esse gesto representa respeito à história, compromisso com o presente e esperança no futuro. E é com esse espírito que seguimos trabalhando: sempre ao lado da cidade.






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