• Santa Maria, 24/02/2026
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    Saúde mental também é pauta municipal


    Saúde mental também é pauta municipal

            Nos últimos anos, a saúde mental deixou de ser um tema silencioso para ocupar espaço nas famílias, nas escolas, nos ambientes de trabalho e, principalmente, nas políticas públicas. Ansiedade, depressão e esgotamento emocional não escolhem idade, profissão ou classe social. São desafios reais que impactam diretamente a qualidade de vida das pessoas e o desenvolvimento das cidades.

            Dados da Organização Mundial da Saúde apontam o crescimento significativo dos transtornos de ansiedade e depressão em todo o mundo. O Brasil, inclusive, está entre os países com maiores índices de ansiedade. Esses números não representam apenas estatísticas: representam pais, mães, jovens, trabalhadores e idosos que precisam de acolhimento e atendimento adequado.

            É nesse contexto que o município assume um papel fundamental.

        A rede pública de saúde, por meio do SUS, é a porta de entrada para muitos cidadãos que buscam apoio psicológico e psiquiátrico. O fortalecimento dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a ampliação do atendimento nas unidades básicas de saúde e a criação de programas preventivos nas escolas são medidas que fazem diferença concreta na vida das pessoas.

        Mas saúde mental não se constrói apenas com atendimento especializado. Ela também se fortalece com políticas públicas que promovem qualidade de vida: espaços públicos bem cuidados, incentivo ao esporte, cultura acessível, segurança, mobilidade urbana eficiente e oportunidades para a juventude. Além disso, é fundamental ampliar o olhar para estratégias complementares de cuidado. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICs), reconhecidas pelo Ministério da Saúde, têm se mostrado aliadas importantes na prevenção e na complementação do tratamento da saúde mental. Terapias como meditação, auriculoterapia, yoga, entre outras, contribuem para a redução do estresse, melhora do sono e equilíbrio emocional.

        E aproveito para adiantar: no mês de março, nosso município realizará um evento totalmente novo voltado às PICs, fortalecendo o debate, promovendo informação qualificada e aproximando a população dessas práticas que já fazem parte da política pública de saúde. Em breve, traremos mais detalhes.

        Cuidar da saúde mental é investir em prevenção. É olhar para os nossos jovens antes que a ansiedade se transforme em evasão escolar. É apoiar trabalhadores antes que o esgotamento vire afastamento. É garantir que ninguém precise sofrer em silêncio por medo de preconceito.Cidades que cuidam da mente das pessoas constroem um futuro mais saudável, produtivo e solidário. Saúde mental não é luxo, não é exagero e não é fraqueza. É uma necessidade coletiva e deve ser uma prioridade permanente.

        Fort abraço e até a próxima semana!






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