• Santa Maria, 24/02/2026
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    Alice Carvalho

    Um ano cheio de lutas pela frente


    Um ano cheio de lutas pela frente

            Na próxima terça-feira (24/02), teremos o retorno das Sessões ordinárias na Câmara Municipal. Após o período de recesso, apenas com duas reuniões da Comissão Representativa, retomamos efetivamente os trabalhos da Casa, incluindo também as comissões permanentes e as frentes parlamentares. Em nosso último artigo do ano passado, ressaltamos as vitórias de 2025, mas também alertamos para os desafios que viriam neste novo ano.

            Um deles já se avizinha há, pelo menos, algumas semanas. Menos de um ano após o aumento da tarifa do transporte coletivo para R$6,50 (tornando o preço da nossa passagem uma das mais caras do país), a Associação dos Transportadores Urbanos (ATU) pede um novo aumento. Mesmo com um repasse de cerca de R$7 milhões dos cofres públicos no ano passado, a ATU diz que precisa de um novo aporte de mais de R$12 milhões, além desse novo aumento na tarifa. Alegam, entre outras coisas, a queda no número de passageiros.

            Com uma passagem que passa dos R$6,00, linhas insuficientes, ônibus muitas vezes superlotados e que atrasam com alguma frequência, não é de se espantar que muitas pessoas busquem outras alternativas para se locomover. Precisamos pensar seria e profundamente no problema do transporte público coletivo, para além do cálculo anual no valor das passagens. Precisamos discutir a tarifa zero (em sintonia com o debate nacional que começa a ser aprofundado), e um modelo de transporte que seja viável, de qualidade, sustentável, e que atraia novamente a população.

            Outro tema que deveremos enfrentar neste novo ano legislativo, é o debate em torno da reforma da Previdência das servidoras e dos servidores municipais. No ano passado, a categoria conquistou uma vitória histórica, obrigando através de muita luta e mobilização, - incluindo um greve unificada como não se via há décadas - que o governo Décimo e Lúcia retirasse o projeto de tramitação. Da mesma forma, foi retirada a vergonhosa proposta de parcelamento do 13º salário do funcionalismo.

            Foi uma vitória momentânea, mas importante para aumentar a confiança das servidoras e dos servidores na luta e nas suas próprias forças, e para que possamos - eles e a oposição - nos prepararmos para as próximas batalhas, que certamente virão. Manter e aumentar a mobilização, nas ruas locais de trabalho, e também na Câmara, será fundamental para enterrar de vez esse projeto e impor uma derrota sem precedentes ao projeto neoliberal do grupo político que domina a Prefeitura há mais de uma década.

        Esses são apenas alguns dos desafios que temos pela frente. Também seguiremos apresentando projetos para garantir uma vida mais digna para o povo trabalhador, a juventude, mulheres, negras e negros e LGBTs de Santa Maria. Em um ano eleitoral, também estaremos dando a batalha pelo combate à extrema-direita e por mais parlamentares da esquerda combativa que ajudem a impulsionar as lutas e um projeto de transformação radical da sociedade.




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