Sidi Cardoso
Nem uma a menos
O feminicídio não é um fato isolado, ele é o desfecho evitável de um ciclo de violência que se alimenta do silêncio e da omissão. Em nosso mandato, entendemos que combater essa barbárie não é apenas uma pauta feminina, mas uma obrigação ética e política dos homens. É por isso que abraçamos com total prioridade o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, uma iniciativa histórica do Presidente Lula que, com coragem e visão humanista, unificou os três Poderes da República em uma estratégia única para salvar vidas.
Os números no Rio Grande do Sul e em Santa Maria nos mostram que não há tempo a perder. Em 2024, o nosso estado registrou 72 feminicídios consumados, e embora tenha havido uma redução em relação ao ano anterior, os dados de 2025 e o início de 2026 acendem um alerta vermelho, com o estado registrando 11 mortes apenas nos primeiros 29 dias deste ano. Em Santa Maria, os indicadores de violência doméstica e tentativas de feminicídio seguem exigindo uma resposta firme do poder público, pois cada número representa uma família interrompida e uma dor que ecoa em nossa comunidade.
Uma das ações mais simbólicas que estamos trazendo para as ruas da nossa cidade, em sintonia com as diretrizes deste Pacto, é o projeto do Banco Vermelho. Uma lei municipal de nossa autoria que também traz uma ação de conscientização e alerta no espaço público. Mais do que um mobiliário urbano, cada banco instalado é um memorial e um grito de alerta, ele ocupa o espaço público para lembrar as vítimas que perdemos e, principalmente, para dizer que não aceitaremos a próxima. Esse símbolo de resistência e conscientização ganhará ainda mais força, pois, em breve, levaremos o Banco Vermelho para todas as escolas municipais. Educar nossos jovens dentro do ambiente escolar é o caminho mais seguro para rompermos o ciclo da violência antes que ele comece.
Como presidência da Frente Parlamentar de Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres, nosso compromisso vai além da fiscalização. O Pacto lançado pelo Governo Federal nos convoca a uma missão central, enfrentar o machismo estrutural. Isso significa sensibilizar homens e meninos para que compreendam que o respeito e a igualdade são a única base possível para as relações. Precisamos desconstruir normas culturais nocivas e transformar a cultura das instituições, garantindo que todo agente público atue com perspectiva de gênero e raça.
O enfrentamento ao feminicídio, sob a liderança do Presidente Lula e o empenho do nosso mandato, tornou-se uma política de Estado permanente, transversal e implacável. Não aceitaremos que a violência seja o destino de nenhuma mulher. Seguimos vigilantes, articulados e em luta, porque o compromisso pela vida das mulheres precisa ser ininterrupto. Vamos juntos transformar a indignação em ação e garantir que "nem uma a menos" deixe de ser um grito de socorro para se tornar uma realidade em nossa cidade.






COMENTÁRIOS