• Santa Maria, 24/02/2026
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    RS encerra colheita da cebola com alta produtividade na Região Sul


    RS encerra colheita da cebola com alta produtividade na Região Sul Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar
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    O Rio Grande do Sul encerra a colheita da cebola com resultados positivos na região Sul do Estado, especialmente nos municípios de São José do Norte, Tavares e Rio Grande, que concentram parte expressiva da produção gaúcha. Levantamento do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar indica que cerca de 95% da safra já foi comercializada, restando apenas 5% da produção para entrada no mercado.

    A safra 2025/2026 é considerada uma das melhores dos últimos anos em termos de qualidade e produtividade. Segundo o extensionista rural da Emater/RS-Ascar em Pelotas, César Demenech, as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram desde o preparo do solo até o desenvolvimento das lavouras. Na região administrativa de Pelotas, a cebolicultura ocupa aproximadamente 1.865 hectares, distribuídos entre São José do Norte (1.440 hectares), Tavares (225 hectares) e Rio Grande (200 hectares).

    Em São José do Norte, onde a cebola é a principal atividade agrícola, os resultados da safra confirmam a importância econômica da cultura. De acordo com o extensionista rural Pedro da Silva Farias, cerca de mil agricultores familiares estão envolvidos na produção no município. Nesta temporada, a produtividade média ficou em torno de 35 toneladas por hectare, reflexo de um clima mais favorável ao longo do ciclo produtivo. “Tivemos um ano com boas condições climáticas, o que garantiu altos índices de produtividade”, destaca.

    O cenário atual contrasta com as safras anteriores, que enfrentaram dificuldades provocadas por excesso de chuvas e períodos de estiagem, fatores que impactaram negativamente a rentabilidade dos produtores e contribuíram para a descapitalização no campo. Mesmo assim, a expectativa para a próxima safra é de manutenção das áreas cultivadas na região.

    Já em Tavares, a produtividade também ficou dentro da média histórica, com cerca de 35 toneladas por hectare. Conforme a extensionista rural Sarah Fiorelli de Carvalho, apesar dos episódios de chuva excessiva registrados no município, o desempenho das lavouras não foi comprometido. “Nesta safra, a qualidade e a produtividade da cebola não foram afetadas”, afirma.

    Com boa aceitação no mercado e alto índice de comercialização, a safra reforça a relevância do Rio Grande do Sul como um dos principais produtores de cebola do país, além de apontar para um cenário de maior estabilidade para os agricultores da região Sul do Estado.

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