Rafael Petroni
Comunicação sem resposta
Você conhece pessoas que “vivem” com o celular na mão, mas não respondem. Conheço pessoas e profissionais que visualizam mensagens e simplesmente não retornam. Curiosamente, essas mesmas pessoas muitas vezes são as primeiras a exigir respostas imediatas, esquecendo que tudo na vida vai e volta. Não se trata de castigo, mas de consequência. O silêncio também é uma resposta.
Eu e você sabemos muito bem que, hoje em dia, existe uma verdadeira tempestade de mensagens em diferentes canais de contato, o que exige esforço e tempo para responder. É fato que o mercado cobra rapidez, e a agilidade se tornou essencial.
Mesmo diante desse desafio, é importante ter cuidado. É de bom tom exercer empatia com aqueles que contam com você ou solicitam algo. O hábito de não responder permite diversas interpretações, afinal, ninguém está na sua pele para saber o que você está vivendo. Sei que, muitas vezes, estamos cansados ou sem disposição, mas gerenciar esse comportamento é fundamental. Precisamos minimizar o famoso “deixar no vácuo”, pois isso não pega bem.
Esse tipo de atitude também comunica algo. Para quem fica aguardando, a interpretação pode ser variada: desconsideração, desrespeito, falta de profissionalismo, ética, entre outros sentimentos.
Por isso, atenção. Pessoas e negócios podem ser prejudicados, e desentendimentos surgem simplesmente pela ausência de uma resposta. Dedique um tempo para verificar suas mensagens — salvo se você realmente não deseja mais diálogo com aquela pessoa. Caso contrário, frases simples como:
“Já vi sua mensagem, retorno em breve”;
“Já estou verificando”;
“Não consigo responder no momento, assim que possível retorno. Obrigado(a)!”;
“Assim que concluir aqui, te retorno.” Entre outras respostas já fazem grande diferença para quem está do outro lado.
Seja qual for a mensagem, o importante é dar retorno. Líderes que têm o costume de deixar suas equipes sem posicionamento precisam ter muito cuidado com esse hábito — sugiro mudar urgentemente. Observe se pessoas e equipes também estão demorando para lhe responder; isso pode ser um recado. Fique atento.
Com as pessoas com quem convivo, quando demoro — porque às vezes demoro — sempre que possível escrevo algo como: “não repare a demora”, ou apresento uma breve justificativa, em consideração ao outro. Isso evita que a pessoa se sinta desvalorizada, seja quem for.
E você, tem deixado muitas pessoas sem resposta? Já possui frases prontas para diferentes situações, para que ao menos o outro receba um retorno? Reflita se algum desgaste em relacionamentos não surgiu justamente da falta de resposta.
Boa reflexão.






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