Fé e devoção marcam o 2 de fevereiro no Rio Grande do Sul
André Ávila O dia 2 de fevereiro reuniu milhares de pessoas em diferentes pontos do Rio Grande do Sul em manifestações de fé que atravessam tradições religiosas e culturais. Em Porto Alegre e no Litoral, celebrações em homenagem a Nossa Senhora dos Navegantes e a Iemanjá mobilizaram multidões desde as primeiras horas da manhã.
Na Capital, a tradicional procissão de Nossa Senhora dos Navegantes levou milhares de fiéis às ruas. O percurso, de cerca de 10 quilômetros, passou pelo Centro Histórico e seguiu pelas avenidas Júlio de Castilhos e Castelo Branco até o Santuário dos Navegantes, na Zona Norte. A programação começou às 7h, com missa na Igreja do Rosário, seguida da procissão.
A imagem da santa foi conduzida em andor por remadores e recebida pelo pároco do Santuário. Ao final do trajeto, uma missa campal, celebrada pelo arcebispo de Porto Alegre, marcou o ponto alto da celebração. A expectativa dos organizadores era de que mais de 100 mil pessoas participassem das atividades ao longo do dia. Para facilitar o acesso dos fiéis, o transporte coletivo operou com passe livre.
A data também tem significado especial para as religiões de matriz africana, que celebram Iemanjá, orixá associada às águas e à proteção. Em Rio Grande, no Sul do estado, devotos realizaram uma caminhada de aproximadamente 20 quilômetros, partindo do Centro do município até a estátua da orixá, na Praia do Cassino. Cerca de 30 mil pessoas eram esperadas para o percurso, que contou com pontos de apoio para descanso e hidratação.
No Litoral Norte, as homenagens se estenderam por diferentes cidades. Em Tramandaí, uma carreata percorreu as ruas, seguida por uma multidão de fiéis com velas acesas. A celebração continuou à beira-mar, onde flores foram lançadas ao oceano e pedidos foram feitos. Já em Capão da Canoa, centenas de devotos se reuniram em uma estrutura montada próxima ao monumento que homenageia Iemanjá, em um momento de oração, oferendas e agradecimentos.
As manifestações reforçam o 2 de fevereiro como uma data de forte expressão religiosa no estado, marcada pela diversidade de crenças, pela ocupação coletiva dos espaços públicos e pela devoção que une diferentes tradições em torno da fé.









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