• Santa Maria, 24/02/2026
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    Rio Grande do Sul recebe vacina que protege recém-nascidos contra a bronquiolite


    Rio Grande do Sul recebe vacina que protege recém-nascidos contra a bronquiolite
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    O Rio Grande do Sul começou a receber o nirsevimabe, medicamento que passa a integrar as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenir casos graves de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês. A aplicação do anticorpo terá início em fevereiro e será feita nas maternidades e em pontos da rede pública de saúde.

    O tratamento é indicado em dose única para bebês prematuros, nascidos antes de 37 semanas de gestação, e para crianças de até dois anos que apresentem doenças que aumentam o risco de complicações respiratórias. Somente no último ano, quase 2,6 mil bebês com menos de um ano precisaram ser hospitalizados no Estado em decorrência do VSR, com maior concentração de casos entre os meses de maio e julho.

    Neste primeiro envio, o Rio Grande do Sul recebeu 1.253 doses do medicamento. Parte do material será distribuída aos Centros de Imunobiológicos Especiais e às regionais de saúde, enquanto o restante ficará reservado para uso estratégico. A Secretaria Estadual da Saúde orienta que pais e responsáveis procurem a maternidade onde a criança nasceu ou a unidade básica de saúde para obter informações sobre a aplicação. Novos lotes devem ser enviados conforme a disponibilidade do Ministério da Saúde.

    O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que oferece proteção por até seis meses após uma única aplicação. Diferente das vacinas, ele não estimula o organismo a produzir anticorpos, mas fornece a proteção pronta, o que garante efeito imediato. A tecnologia já é utilizada em países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Espanha e é considerada segura.

    A medida amplia significativamente o público atendido pelo SUS. Além de todos os prematuros, também poderão receber o medicamento crianças de até 24 meses com condições como cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas, imunodeficiências, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares graves e malformações das vias aéreas. Quando a condição é identificada logo após o nascimento, a aplicação pode ser feita ainda na maternidade.

    O vírus sincicial respiratório circula durante todo o ano, mas se intensifica nos meses mais frios. Ele é facilmente transmitido por gotículas respiratórias e pelo contato direto com secreções, sendo especialmente perigoso para bebês pequenos. Em casos mais graves, pode provocar dificuldade respiratória e levar à internação em UTI, com risco de morte.

    Dados da Secretaria da Saúde mostram que, embora bebês com menos de um ano representem pouco mais de 1% da população gaúcha, eles responderam por quase um terço das internações por síndrome respiratória aguda grave no último ano. Entre essas hospitalizações, o VSR foi identificado com muito mais frequência do que a covid-19 e a influenza.

    A chegada do nirsevimabe marca a transição do uso do palivizumabe, anticorpo anteriormente adotado pelo SUS. O novo medicamento simplifica o esquema de proteção, já que exige apenas uma dose, além de ampliar o número de crianças atendidas. Bebês que já iniciaram o tratamento com o palivizumabe devem concluir o esquema normalmente.

    Outro reforço na prevenção ocorreu com a inclusão da vacina contra o VSR no calendário do SUS para gestantes. Aplicada a partir da 28ª semana de gravidez, a dose permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda durante a gestação, protegendo a criança nos primeiros meses de vida.










    Com a combinação da vacinação materna e da aplicação do nirsevimabe, o SUS fortalece a prevenção contra o VSR desde a gravidez até os primeiros anos de vida, reduzindo casos graves, internações e mortes associadas ao vírus.

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