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Causa animal, empatia, responsabilidade e políticas públicas
A forma como uma cidade trata seus animais diz muito sobre seus valores. A causa animal não é apenas uma pauta de proteção aos que não têm voz, mas também uma questão de saúde pública, educação e responsabilidade social. Recentemente, Santa Maria acompanhou com indignação e tristeza o caso do cão Orelha, que mobilizou a comunidade e reacendeu um debate necessário,até quando situações de abandono e maus-tratos seguirão acontecendo sem que haja um apoio mais estruturado a quem está na linha de frente do cuidado animal?
As ONGs e protetores independentes exercem um papel fundamental nesse cenário. São eles que acolhem, tratam, alimentam e buscam um novo lar para animais abandonados, muitas vezes arcando sozinhos com custos altos e enfrentando grandes dificuldades financeiras. Essas organizações realizam um trabalho que complementa a ação do poder público e merece reconhecimento concreto. Pensando nisso, apresentamos um projeto de sugestão ao Poder Executivo Municipal que propõe a isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e do ISS (Imposto Sobre Serviço) para ONGs de proteção animal, mediante requerimento junto à Prefeitura. A iniciativa busca aliviar a carga tributária dessas entidades, permitindo que mais recursos sejam direcionados ao cuidado, tratamento e bem-estar dos animais.
Investir na causa animal é investir em uma cidade mais consciente, solidária e responsável. É prevenir doenças, reduzir o abandono e promover uma convivência mais harmoniosa entre pessoas e animais. Casos como o do cão Orelha não podem ser apenas motivo de comoção momentânea, mas sim um chamado à ação permanente. Seguiremos firmes, dialogando, propondo e cobrando políticas públicas que fortaleçam quem cuida e proteja quem não pode se defender. A causa animal é uma causa de todos nós.
Fort abraço e até a próxima semana!






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