Bolinha
O que o sofrimento do cãozinho Orelha nos ensina como sociedade
A violência cometida contra o cãozinho comunitário Orelha em praia brava, Santa Catarina, nos obriga a encarar uma realidade incômoda: ainda falhamos, como sociedade, em reconhecer os animais como seres que sentem dor, medo e afeto. O caso desperta indignação porque revela uma ausência profunda de empatia e respeito pela vida.
Em primeiro lugar, essa situação nos ensina sobre empatia. Colocar-se no lugar do outro —mesmo quando esse outro não fala — é um exercício essencial de humanidade. Quando alguém é capaz de ferir um animal indefeso, demonstra uma desconexão perigosa com o sofrimento alheio.
O caso de Orelha também evidencia a importância do cuidado. Animais dependem dos seres humanos para proteção e bem-estar, e essa dependência cria uma responsabilidade moral. Cuidar significa garantir segurança, saúde e dignidade, não apenas suprir necessidades básicas.
Além disso, a violência contra animais é um sinal de alerta social. Estudos e experiências mostram que a crueldade com animais pode estar ligada a outros tipos de violência. Ignorar esses atos é permitir que a brutalidade se normalize.
Outro aprendizado importante está na educação. O respeito aos animais deve ser ensinado desde cedo, dentro de casa, nas escolas e na comunidade. Formar pessoas sensíveis ao sofrimento animal é investir em uma sociedade mais ética e compassiva.
O amor aos animais vai além do afeto individual. Ele se manifesta em atitudes concretas, como denunciar maus-tratos, apoiar abrigos, incentivar a adoção responsável e cobrar políticas públicas de proteção animal.
O sofrimento de Orelha também nos convoca à responsabilidade coletiva. Não basta sentir tristeza ou revolta; é preciso agir para que casos semelhantes não se repitam. A omissão também perpetua a violência.
Por fim, a história do cãozinho Orelha nos lembra que a forma como tratamos os mais vulneráveis reflete quem somos. Transformar essa dor em consciência, empatia e ação é a melhor maneira de honrar sua vida e construir um futuro com mais respeito e amor aos animais.
Adelar Vargas (Bolinha), vereador
Em defesa da vida e do respeito aos animais.






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