• Santa Maria, 05/03/2026
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    Estudo revela diversidade de anfíbios e répteis na localidade da Linha Tapera, em Gramado


    Estudo revela diversidade de anfíbios e répteis na localidade da Linha Tapera, em Gramado Foto : Divulgação / Movimento Ambientalista da Região das Hortênsias
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    Um levantamento inédito sobre anfíbios e répteis da área rural de Gramado já começa a revelar a riqueza da biodiversidade local. Logo nas primeiras saídas de campo, realizadas em um único fim de semana, pesquisadores registraram 15 espécies diferentes na localidade da Linha Tapera, resultado considerado expressivo para uma primeira amostragem.

    O estudo faz parte do projeto “Levantamento de Anfíbios e Répteis da Localidade da Linha Tapera, Município de Gramado”, coordenado pelo Movimento Ambientalista da Região das Hortênsias (MARH), em parceria técnico-científica com o Instituto Biodiversa. As atividades de campo são conduzidas por dois biólogos e devem seguir com monitoramentos mensais ao longo de todo o ano de 2026.

    Primeiros resultados indicam alta diversidade

    De acordo com o biólogo Francisco Zanella, os primeiros registros já demonstram o potencial ecológico da região.

    “Mesmo em uma primeira amostragem, realizada em um período específico do ano, conseguimos registrar 15 espécies. Isso demonstra que a Linha Tapera possui uma diversidade significativa. Ao longo das estações, esse número pode aumentar, já que muitos anfíbios e répteis têm comportamentos sazonais”, explica.

    Ambiente favorece a presença de espécies

    Localizada a cerca de quatro quilômetros do Centro de Gramado, a Linha Tapera está inserida no bioma Mata Atlântica e reúne diferentes ambientes naturais, como matas, campos, banhados, açudes e arroios — condições que favorecem a presença de uma rica herpetofauna. Apesar dessa vocação natural, o município ainda não possui uma lista oficial dessas espécies.

    Projeto vai subsidiar políticas ambientais

    O levantamento conta com recursos provenientes de emendas impositivas da Câmara Municipal de Vereadores de Gramado e terá acompanhamento da Secretaria do Meio Ambiente de Gramado, responsável por fiscalizar o cumprimento das normas técnicas e garantir o bom andamento das atividades.

    Os dados obtidos poderão ser utilizados pela própria secretaria para subsidiar o planejamento ambiental, a gestão territorial e a elaboração de futuras políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade.

    Comunidade local ajudou a viabilizar o estudo

    A participação da comunidade também foi decisiva para que o projeto saísse do papel. Moradores da Linha Tapera autorizaram o acesso às propriedades para a realização das pesquisas, contribuindo diretamente para o trabalho de campo.

    Uma das apoiadoras da proposta, Marlise Grings, destaca a importância da união entre comunidade e entidades ambientais.

    “Quando levamos a ideia à Câmara junto com o MARH, nosso objetivo era valorizar a natureza que temos aqui e garantir que ela seja conhecida e preservada. Ver o projeto acontecendo é motivo de orgulho para a comunidade”, afirma.

    Educação ambiental e ecoturismo

    Além da produção de dados científicos, o levantamento prevê a elaboração de materiais de educação ambiental voltados às escolas do município.

    Ao final de 2026, a expectativa é que Gramado passe a contar, pela primeira vez, com um diagnóstico de sua herpetofauna — instrumento importante para a conservação da biodiversidade, o planejamento ambiental e também para o fortalecimento do ecoturismo responsável.


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